
O Hospital Misericórdia de Santos Dumont (HMSD) foi uma das 40 instituições de saúde do Brasil a ser selecionado para participar do Projeto “Cuidado Seguro”. A iniciativa é do Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Sírio-Libanês.
Uma equipe com integrantes do Hospital Sírio-Libanês e um representante do Conselho Nacional de Secretarias de Saúde (Conasems) esteve em Santos Dumont em dezembro para colocar em prática a primeira etapa do projeto.
“Essa primeira etapa é a etapa diagnóstica, então a gente está conhecendo o hospital, entendendo como é o ambiente de trabalho, como que é desenvolvido o trabalho aqui, tudo relacionado à segurança do paciente, então a gente faz uma visita diagnóstica nos setores, observando estrutura física, processos de trabalho, a gente conversa aí com alguns colaboradores para entender o nível de segurança do paciente do hospital e, a partir desse diagnóstico, que é fundamentado numa ferramenta, a gente vai desenvolver os 15 meses de projeto”, explicou Marcela Lollato, enfermeira do Hospital Sírio-Libanês.
Neste mês de janeiro, haverá uma primeira visita da equipe do HMSD a São Paulo. Ao longo de 15 meses, há previsão de capacitação tanto presencial quanto virtual.
“Ao final dos 15 meses, a gente retorna ao hospital para fazer a aplicação da mesma ferramenta diagnóstica, fazer um comparativo, quais foram os ganhos, tanto quantitativos, a meta do hospital é ganhar 20% em cima do resultado inicial, e também qualitativo, o quanto a gente conseguiu crescer na implementação das seis metas internacionais de segurança do paciente”, afirmou a enfermeira.
Em entrevista ao Portal 14B, Valber Moreira, analista do Conasems, revelou alguns dos critérios que levaram à escolha do HMSD para a participação no projeto.
“A escolha dos hospitais, como todo esse projeto com o Sírio-Libanês, tem 40 instituições envolvidas, todas são Santa Casas de Misericórdia e hospitais filantrópicos. O Conasems teve esse cuidado e essa sensibilidade e a gente entende que, minimamente, as instituições que participam, elas precisam atender ao SUS, 60%, além de possuir núcleo de segurança, CCIH, pronto-socorro, UTI e enfermaria. Então esses são os critérios macros e existe uma distribuição regional. A gente sempre tem essa responsabilidade, enquanto conselho, de ofertar projetos para aqueles locais que nunca os tiveram e distribuir isso nacionalmente em todas as macrorregiões do país. Então, aqui, o HMSD foi um dos escolhidos e representa hoje Minas Gerais junto com Leopoldina”, informou.
Ivan Amorim, provedor do HMSD, comentou a importância da seleção do hospital em um projeto de porte nacional.
“Para nós é motivo de orgulho, nós estamos sendo reconhecidos pelo que a gente vem fazendo. Tem muito a se fazer, mas as pessoas de fora da cidade já estão reconhecendo o hospital como uma entidade que vem crescendo, que vem prestando serviço. E esse projeto, que é cuidado seguro para o paciente, é mais uma coisa que vai ao encontro que a gente está querendo dentro do hospital que é cada vez mais ofertar serviço de qualidade e assistência a quem de nós precisa”, afirmou.
FOTOS E TEXTO: PETERSON ESCOBAR – PORTAL 14B
